31 dezembro, 2005

::::Best Of 2005:::

Estas são algumas das fotos que marcam para mim o ano de 2005, as minhas favoritas. ;op

27 dezembro, 2005

Solidariedade para todo o ano...

E agora que passou o Natal será que passa também a vontade de ser solidário?
Será que voltamos todos para as nossas conchas e fingimos que os Sem-Abrigo não existem, que as crianças e famílias mais carentes são fruto da nossa imaginação? Ou será que o que elas apenas precisam é de brinquedos?
Será que vamos ignorar os problemas dos outros e não dar uma palavra de consolo e de esperança a quem nos rodeia?
Quer saber como ser solidário todo o ano?, é muito simples e eu explico porque, antes de mais deve agir e portar-se como cidadão, deve participar nas questões mais importantes do país como são as eleições e os referendos quaisquer que estes sejam.
Nunca deve deixar de dar a sua opinião, porque para resolver o problema dos outros ela pode valer ouro.
Deve encarar a sua vida como uma missão onde a sua interacção com os outros deve trazer-lhe a si e a eles apenas benefícios,por isso procure participar nas actividades propostas no seu munícipio e faça valer os seus direitos, procure saber quais são os seus direitos e deveres de cidadão.
Existem pequenas coisas que para nós é fácil fazer e que para os outros nem por isso, conquiste o respeito por si mesmo e pelos outros, Participe!
Devo confessar que neste ano no Natal iniciei-me numa campanha que já existe há algum tempo e que é relativamente fácil de se fazer e só traz benefícios a terceiros, "descobri" que se guardarmos as tampas das nossas garrafas de plástico e a juntarmos em número suficiente podemos estar a ajudar alguém a obter uma cadeira de rodas e porque existe por aí muita gente que necessita de uma cadeira, porque elas são muito caras, apelo a vossa ajuda para realizar esta tarefa que não começa e termina no Natal, é sim para o ano todo e quem sabe para a vida toda.
Eu já comecei a minha parte e voçê do que está a espera?
Divilgue esta informação entre as pessoas que conhece quem sabe não vai estar a ajudar alguém proximo e que necessita da sua mão amiga! Vamos começar uma acção de cada vez!

(Para mais informações Clik na imagem)

Poeta Errante

Olhos brilhantes,
De olhar cintilante
Que mesmo distante
Se faz provocante

Essa luz radiante,
Que brilha constante
Igual diamante
Me deixa pensante

E eu como um infante
Com coração saltitante
No meu peito pulsante
Imagino em rompante,

Nunca o bastante,
Mas de maneira marcante
Tua beleza elegante
Tal qual a gestante,

Com seu poder de gigante,
De amada, de amante.
Como ave que voa rasante
De expressão vigilante
E sorrir dominante,
Cativa meu ser
Ilumina minh´alma
De poeta errante.

CARLOS ZANZIBAR

A pequena florzinha




“E a florzinha estava só, suas pétalas tão lindas iam perdendo todo o seu brilho... Era como o mar, antes não tinha tristeza, por que sabia sonhar. Ela sempre se perguntava, por que estava assim? Não sabia bem ao certo se aquele era o fim... Pobre da florzinha, não sabia mais sorrir, nesses ultimos meses que passavam, só deixava a tristeza vir! Não queria mais nada, nada mais importava, aquele vazio que sentia por dentro, nem mais a incomodava. Não sentia raiva, muito menos rancor, só tinha muito medo, pavor não queria terminar assim... Pobre da florzinha, que era tão feliz, aquele sol que a queimava tanto, a fazia chorar de dor, pois não sentia calor, apenas frio por dentro. Pobre da florzinha, estava perdendo o amor, não queria ver isso acontecer, mas o que podia fazer? A vida era assim... E essa florzinha pequenina ainda, não pensava mais em nada, não pensava no passado, no futuro, no presente, nem ao menos queria estar contente. Essas lágrimas que caiam de seus olhos, são apenas mágoas que um dia passam, são pequenas lágrimas de cristal que caem em sua pele de flor morena, menina ainda, mas que pode sim, ser imortal. Seu sorriso disfarçado, seus olhinhos de tristeza, fazem-a esquecer a sua bela natureza, e o que mais amava em sua vida. Aquela canção que sabia cantar, que alegrava qualquer lugar, que tornava cristalino qualquer mar e que todos os seres vivos fazia amar, foi se acabando, deixando o vento levar... E se alguém quer consolar esta florzinha, digo por mim mesma, a florzinha não quer consolo, não quer discutir, nem ao menos rir, não quer brigar, não quer amar, não quer a razão, não quer morrer, não quer lutar. Apenas quer fechar os olhos e poder sentir...”

Carolina Furtado